
MÚSICA DE MOZART PODE AJUDAR NA CURA DE DOENÇAS
Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) poderia funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.
Segundo artigo publicado no jornal inglês "Independent", os pesquisadores se convenceram das qualidades "curandeiras" do compositor austríaco quando trataram um paciente de 46 anos que sofria de graves ataques epiléticos e não havia reagido bem a sete tipos de terapias (a base de remédios avançados), e nem mesmo a uma intervenção cirúrgica no cérebro
Após uma acentuada e inexplicável melhora, os médicos descobriram que o paciente havia começado a escutar a música de Mozart, cerca de 45 minutos por dia, e que seu bem-estar vinha deste novo hábito. A Universidade de Illinois (Estados Unidos) também relatou, após o caso do paciente inglês, uma situação parecida envolvendo uma criança portadora da síndrome de Lennox-Gastaut (variante rara da epilepsia).
Seguindo os indícios, os médicos descobriram que "doses" de Mozart aumentariam a capacidade matemática e visual, reduziriam o stress e dores de artrite, além de produzir efeitos positivos no coração e em fetos, no caso de gravidez (estimulando o cérebro do bebê). Em testes com ratos e carpas, verificou-se melhora no senso de orientação e humor (especialmente com as notas de "Eine Kleine Nachtmusik").
O porquê dos efeitos ainda não é tão claro, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K. 448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta (organizando e estimulando células nervosas precárias), em um processo comparável a impulsos elétricos.
Em testes com cobaias humanas, verificou-se que, ao escutar a sonata K. 448 para piano, o quociente intelectual do grupo cresceu entre oito e nove pontos. Sobre a exclusividade da música de Mozart, e não de outros compositores, os médicos arriscam que as composições do austríaco trazem uma peculiar técnica de construção musical, baseada em temas circulares com intervalos fixos e variações moduladas do motivo principal.






