
Células- tronco...eu sou a favor....e você?
Depois de anos esperando que a lei para as pesquisas de células-tronco embrionárias fosse aprovada, tivemos a decepção de ver que o Supremo Tribunal de Justiça não se aprofundou no assunto, tendo somente a aprovação por dois votos: Carlos Ayres Brito, relator da ação e Ellen Gracie, presidente do STF. Ficou suspenso o julgamento por tempo indeterminado. Parece coisa de criança, não? Não tiveram tempo suficiente para decidir?...acho que esqueceram de fazer a lição.
Nos anos 80 as células tronco embrionárias foram encontradas pela primeira vez em ratos. Nos últimos anos o assunto tem sido muito debatido. Elas são encontradas em cordões umbilicais e em células embrionárias na fase blastócito, nos 3 a 5 primeiros dias da fecundação. Casais que estão tentando ter bebes, têm vários embriões fertilizados e não os implantam . Esses blastócitos, nos 3 a 5 dias da fertilização, ficam armazenados e após 3 anos, são eliminados. A ciência pede que eles sejam doados para as pesquisas . Serão ainda anos de pesquisas antes que sejam implantados no ser humano.
Os resultados obtidos nas experiências feitas com animais, são um alento para a espécie humana.
Na China, já fazem tratamentos com as células do cordão umbilical com sucesso. Os cientistas acreditam que as células embrionárias , darão muito mais chance ao homem vitima de Alzheimer, Parkinson, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e outras, paralisia cerebral, câncers, diabete, etc., de vir a ter uma vida saudável. Se o Brasil não tiver a chance de continuar suas pesquisas, no futuro teremos que comprar a tecnologia dos paises que puderam continuar esse estudo. Com certeza, só as pessoas mais abonadas terão a chance de buscar esse tratamento.
Dizer que já há vida nessa fertilização? Acompanhando as informações, acredito que não. A vida começa dentro do útero. Essas células cabem em uma pequena agulha de uma seringa. A briga principal gira em torno da religião, principalmente a católica, tendo seu defensor contra a proposta , o renomado jurista Ives Gandra Martins, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
As palavras de Ayres Brito, deveriam fazer com que os demais ministros raciocinassem tomando uma decisão:- “ O congelamento já é uma degradação do óvulo fecundado. Suas células tronco embrionárias presas na solidão gelada por mais de 3 anos, tornam-se inviáveis à maternidade, mas não às pesquisas.”
Essas células que serão descartadas, poderão amenizar o sofrimento de muitos seres humanos.Só sentimos o problema na pele quando um dos nossos é afetado pela desesperança do futuro.


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