
As implicações do novo
Artur de Távola
“ O novo demanda infância, curiosidade, e desacomodação.É incômodo, percalço, ninharia.
O novo deriva de uma ânsia de começos e da redescoberta da forma inaugural de se relacionar com tudo.]O novo assusta porque se conota com o livre e o criativo; é a capacidade de encontrar solução sempre parcial e diferente para enigmas que se repetem e nos inquieta porque não nos obriga a acertar, e sim a experimentar. É o mais difícil e obscuro dos caminhos.
O novo é a coragem da esperança. Esperança é a qualidade da espera.”Esperânsia” é a angústia de esperar.
O novo infiltra-se na capacidade de descobrir.É o verso, o outro lado, o adiante, o além e até o aquém , nunca, porém, o mesmo.O novo é o impermanente cada vez mais rico; é o verso, ( logo poema) do aparente, por isso transparente.
Seja novo no minuto, reinaugure-se. Só então, livre o suficiente para aspirar a si mesmo, livre o suficiente para enfrentar qualquer prisão."


0 Comments:
Post a Comment
<< Home