Ternura Antiga

Sunday, November 12, 2006


A economia de tempo nem sempre é rentável: fazer mais rápido, consumir mais rápido. O que sobra em nossas mãos?Coisa nenhuma .Nem mesmo a lembrança do que foi realizado. Só uma vaga sensação de dever cumprido, como se fôssemos soldados a serviço do calendário.
O que valoriza as nossas ações não é a ansiedade; é a entrega. A entrega requer um certo relaxamento.Tempo para falar, para ouvir, para fazer, para desfazer , e fazer de novo até acertar. Tempo para si, para o outro, para o nada.
Fazer nada ninguém sabe mais. Virou a tarefa mais angustiante para o ser humano de hoje . Pressa exige atanção para o lado de fora, apenas . E o lado de dentro? Neste corre-corre danado , talvez o que mais estejamos a fazer é justamente perder tempo.

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